Um projeto de pesquisa construído por meio de uma parceria público-privada, entre a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), foi aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O edital de Programa de Apoio à Pesquisa Aplicada em Ciência, Tecnologia e Inovação da Udesc, disponibilizará quase um milhão de reais para os projetos aprovados.

O projeto que tem a participação da ACR é denominado “Monitoramento da sanidade em reflorestamentos de pinus no estado de Santa Catarina”, e receberá R$ 56 mil da fundação de pesquisa, mais R$ 28 mil da ACR como contrapartida, totalizando R$ 84 mil. A equipe multidisciplinar é formada pelo coordenador Ricardo Trezzi Casa (Centro de Ciências Agroveterinárias – Udesc), Mayra Juline Gonçalves (Centro de Ciências Agroveterinárias – Udesc), Fábio Nascimento da Silva (Centro de Ciências Agroveterinárias – Udesc), Giselle Camargo Mendes (Instituto Federal de Santa Catarina), e Mauro Itamar Murara Junior, representando a ACR.

Considerando que a silvicultura de pinus contribui significativamente com a economia e com o equilíbrio ambiental em território catarinense, e que este gênero encontrou em Santa Catarina um ambiente propício para alcançar os maiores índices de desenvolvimento do mundo, este será o foco do trabalho. Os pesquisadores desenvolverão uma investigação baseada nas influências de fatores abióticos, como temperatura e molhamento na suscetibilidade da planta, que ocorre principalmente em árvores com idade superior a 10 anos.  A proposta de pesquisa está fundamentada no monitoramento, identificação e caracterização de agentes potenciais causadores de doenças nas árvores de pinus. As coletas serão realizadas em talhões de empresas florestais associadas à ACR.

Com os recursos disponibilizados ao projeto será possível investir em equipamentos modernos para pesquisas de laboratório. “Temos um diálogo frequente com os engenheiros florestais das empresas associadas à ACR e estamos atentos às variações e aos eventos atípicos. Se forem identificadas diminuições ou perdas no incremento médio das áreas com pinus, elas serão investigadas com maior profundidade. O grande objetivo é nos anteciparmos, identificando qualquer patógeno para então definir estratégias de combate e prevenção, que podem ser tanto com controle biológico, quanto com melhoramento genético. Desta forma acreditamos que poderemos evitar problemas sanitários quarentenários e até mesmo o surgimento de novas pragas para o pinus”, explica o engenheiro florestal Mauro Murara Junior, diretor executivo da ACR e membro da equipe de pesquisa. As pesquisas começam agora no mês de agosto e devem ser concluídas em julho de 2023.

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