Curitiba recebeu entre o fim de setembro e o início de outubro um público de mais de 2.500 pessoas, de cerca de 90 países, para o XXV Congresso Mundial da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO). O IUFRO é maior evento de pesquisa florestal do mundo e pela primeira vez foi realizado em um país da América Latina. Durante sete dias, cientistas, pesquisadores, professores, estudantes e profissionais do setor florestal discutiram os rumos da pesquisa florestal e o papel do setor para o desenvolvimento sustentável. O próximo congresso vai acontecer em 2024, em Estocolmo, na Suécia.
Para Yeda de Oliveira, pesquisadora da Embrapa Florestas e vice-presidente do Comitê Organizador do IUFRO 2019, o principal resultado desse importante evento são as conexões criadas entre os pesquisadores, bem como a oportunidade de parcerias e troca de experiências. “Criamos aqui as fundações para a ponte que queríamos construir entre diferentes instituições, países e pessoas. A conexão internacional foi incrível. Há uma grande expectativa para os trabalhos em conjunto a partir de agora, assim como para a possibilidade de as pessoas utilizarem os dados que foram apresentados. Isso é muito interessante e certamente a relação entre o Brasil e a IUFRO sai mais fortalecida”, explicou ela.

Reunião da Câmara Setorial de Florestas Plantadas
A participação exclusiva nos leilões de energia a partir da biomassa florestal foi a pauta mais relevante da 44ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Florestas Plantadas, que aconteceu no dia 02 de outubro, dentro da programação do Iufro.
A Câmara Setorial das Florestas Plantadas é formada por representantes do Ministério da Economia, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de associações, de produtores, do setor privado e de órgãos que estão diretamente ligados ao setor florestal.
A energia de biomassa florestal foi apresentada como alternativa para a geração de energia. As oportunidades de crescimento da biomassa florestal na matriz energética do setor industrial têm aumentado consideravelmente nos últimos anos, em virtude de diversos fatores, dentre eles, o crescimento da demanda por fontes de energia renováveis e limpas. Atualmente, o leilão de energia de biomassa está na mesma categoria da energia a gás.
A pauta mais discutida na reunião foi a individualização do leilão de energia de biomassa. Para o presidente da Comissão Nacional de Silvicultura da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e da Câmara Setorial do Mapa, Walter Rezende, o setor de energia está carente e precisando gerar energia a partir da biomassa.
“Foi importante mostrar o potencial que a geração de energia a partir da biomassa de florestas tem e do que somos capazes de fazer, além de cobrar algumas decisões que favoreçam o setor”, afirmou Rezende.
A realização de leilões para expansão da oferta de energia elétrica foi um mecanismo introduzido na reforma do setor elétrico e consolidado com a efetiva participação de várias instituições do Setor Elétrico Brasileiro. A Empresa de Pesquisa Energética é a responsável pela condução de todo o processo de habilitação técnica dos empreendimentos de geração de energia e pelo aperfeiçoamento das regras e parâmetros definidos pelo Ministério de Minas e Energia.

Florestas Plantadas
Outro ponto definido na reunião foi que 75% das pautas da Câmara Setorial sairão do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas – Plano Plantar Florestas, do Mapa, que é um guia cuja governança é feita pela Câmara Técnica. Um grupo de trabalho vai retirar desse plano aqueles pontos que podem ser colocados em prática, após a deliberação dos representantes da Câmara Setorial.
O Plantar Florestas pretende aumentar em 2 milhões de hectares a área de cultivos comerciais. Atualmente, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área cultivada chega a 10 milhões de hectares, principalmente com eucalipto, pinus e acácias.

Veja mais fotos em: http://www.acr.org.br/imagens.php?id=64

Com informações da assessoria de imprensa do Iufro e do Serviço Florestal Brasileiro

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