O Programa Nacional de Controle a Vespa da Madeira é desenvolvido junto as empresas do setor florestal catarinense pela ACR – Associação Catarinense de Empresas Florestais, desde 1988 quando a praga foi encontrada no Brasil pela primeira vez.

O trabalho da ACR na conscientização dos produtores florestais para o cumprimento do monitoramento, é desde a aquisição do nematoide, sua correta aplicação e o controle do nível de parasitismo. Sendo uma preocupação constante com o controle da praga, onde ela está presente, e em evitar sua dispersão.

Neste ano de 2015 entidades particulares e representativas do estado ligadas ao setor madeireiro, órgãos públicos sensíveis ao problema se juntaram a ACR, estas entidades firmaram parceria para fortalecer o monitoramento da vespa da madeira, principal praga dos plantios de pinus. O termo de cooperação técnica foi assinado no dia 19 de março, em Florianópolis, durante reunião do Comitê Estadual de Gestão Florestal. Assinaram este termo de cooperação juntamente com ACR, a FIESC, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, a Cidasc, a Epagri, e a Embrapa/Florestas.

“Temos certeza que a grande maioria dos produtores de Pinus em SC, entende e realiza todo ano o monitoramento, é uma medida em seu próprio benefício, e aqueles que forem alheios a nossa recomendação acabam tendo grandes perdas”, explica Mauro Murara Junior, Diretor Executivo da ACR. Uma das novas ações para o monitoramento da vespa da madeira em 2015 é o treinamento dos técnicos da Cidasc que irão disseminar o método de controle da praga para todos os interessados no estado. As inscrições para os cursos regionais que serão ministrados pela Cidasc em parceria com a ACR, estarão disponíveis a partir de 01/06/2015 no site da ACR com as informações de data hora e local onde ocorrerão os cursos.

Sobre a vespa da madeira

A vespa da madeira é um inseto nativo da Europa, Ásia e Norte da África. É considerado praga secundária em troncos de Pinus nos locais de origem, foi introduzida na Nova Zelândia, Tasmânia e Austrália onde causou danos em grandes áreas reflorestadas, e notadamente nos plantios de Pinus, com idade entre 15 a 20 anos, não desbastados e superestocados, consequência de um manejo inadequado ou pela falta de mercado para a madeira no início do século. A praga foi encontrada no Brasil pela primeira vez em 1988. Os danos causados pela vespa da madeira em plantios de Pinus são significativos e de grande relevância para o produtor.

O principal dano causado pela vespa da madeira ocorre durante a postura dos ovos na árvore, onde constroem galerias e ocorre também a penetração de agentes secundários (fungos) que danificam a madeira, limitando seu uso ou tornando-a imprópria para o mercado. Após a morte da árvore, a madeira é degradada rapidamente. Somente por meio de medidas preventivas corretas e métodos eficientes de controle é possível reduzir essas perdas.

(Fonte: Ascom ACR – 21/05/2015).

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