Cerca de 60 profissionais do setor florestal participaram da reunião anual conjunta entre as associações de base florestal do sul do Brasil. Desta vez, além da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre) e Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), também participaram representantes da Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor). O encontro aconteceu na sexta-feira (17), na sede da WestRock, em Três Barras (SC), empresa associada à ACR.
A pauta iniciou com a apresentação de Marcílio Caron, presidente da Associação Sul Brasileira de Empresas Florestais (ASBR). Caron detalhou sua atuação em Brasília e explicou sobre os tramites no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), ligado ao Ministério do Meio Ambiente. “Resoluções do Conama colocaram o setor florestal em uma classe de potencialmente poluidor, comparando-o com a atividade minerária. Na prática sabemos que isso não é verdade. Nosso grande trabalho é mudar isso”. Ele também tratou de alguns projetos de lei que estão em trâmite na Câmara Federal e que podem fortalecer a atividade florestal no Brasil. Segundo Caron, os projetos de lei que devem ser prioridade são os que tratam da reforma tributária, do tabelamento do frente, da nova legislação trabalhista, de licenciamento ambiental, da aquisição de áreas por estrangeiros, da nova lei de pesticidas e o que modifica o código 20 do anexo VIII da Lei 6.938/81, excluindo a silvicultura do rol de atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais.

Controle do pinus
A principal espécie para a silvicultura no sul do Brasil, o pinus, também foi tema do encontro. Contribuíram para o debate: Álvaro Scheffer (Águia Florestal), Jacson Guimarães (WestRock) e Maria Harumi Yoshioka (Arauco Forest). Todas as apresentações mostraram pontos em comum. A espécie exótica se adaptou muito bem na região. Com o auxilio da genética, registra os maiores índices de crescimento, além produzir madeira de altíssima qualidade. O pinus desenvolveu a economia e é responsável pela melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e da qualidade de vida em diversas cidades do sul. Contudo, como uma se trata de uma espécie exótica, deve ser manejada com responsabilidade e com o auxílio de profissionais qualificados para o trabalho. Os palestrantes demonstraram ações de suas respectivas empresas em relação a atuação positiva do pinus no meio ambiente.

Veja mais fotos em: http://www.acr.org.br/imagens.php?id=52

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