A Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR) realizou nesta terça (3) um webinar exclusivo para empresas associadas, em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), com foco na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O encontro online reuniu cerca de 40 profissionais.

O webinar contou com a participação do engenheiro florestal Bruno Henrique Beilfuss, coordenador de Regularização Ambiental da Semae. Durante o encontro, foram apresentados os principais critérios adotados pelo governo de Santa Catarina na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR), com destaque para a avaliação das áreas consolidadas até 2008 e das questões relacionadas à Reserva Legal.

Segundo Beilfuss, o objetivo foi iniciar um processo de alinhamento entre governo e setor produtivo. “É importante que esse conhecimento não fique apenas com os técnicos do governo, mas seja compartilhado com o setor produtivo e florestal, para que todos entendam como ocorre a análise do CAR”, destacou.

O coordenador também ressaltou a maturidade técnica do setor florestal catarinense. “O setor é estruturado, passa por auditorias e certificações que nos dão segurança quanto à qualidade das informações. A ideia é aperfeiçoar entendimentos, fluxos de informação e avançar de forma conjunta na análise dos cadastros”, afirmou.

Para o diretor-executivo da ACR, Mauro Murara Júnior, a análise do CAR é estratégica para garantir segurança jurídica e ambiental aos produtores. “O cadastro ambiental rural tem como função a regularização ambiental da propriedade. A partir do momento em que a análise é finalizada, o imóvel passa a ter o status de regularidade ambiental. Caso exista algum passivo, o CAR indica o que precisa ser regularizado”, explicou.

Murara também destacou a importância do CAR analisado para certificações e para o atendimento às exigências do mercado internacional. “Após a regularização, o proprietário comprova que cumpre a legislação ambiental, com áreas de preservação permanente e remanescentes nativos. Isso é fundamental para certificações, para clientes e para atender demandas como a EUDR, que a Europa começa a exigir. Com o CAR analisado, a propriedade já avança muito no atendimento a essas exigências”, concluiu.

A ideia agora é criação de um Grupo de Trabalho com proposta de organizar informações, identificar pendências e orientar os associados, contribuindo para o avanço da regularização ambiental das propriedades rurais das empresas associadas.

Foto: Marcos Schirlo

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