ASBR reúne profissionais das três associações de base florestal da Região Sul para uma manhã de conteúdo técnico e debates sobre os desafios atuais do setor.|

Representantes das empresas associadas à Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), à Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre) e à Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Aegflor) participaram, na sexta-feira (19), em Rio Negrinho (SC), de mais uma Reunião Técnica Conjunta promovida pela Associação Sul-Brasileira de Empresas Florestais (ASBR), que congrega as três entidades da Região Sul.

O encontro reuniu mais de 40 profissionais dos três estados da região Sul para discutir temas estratégicos relacionados à silvicultura, à indústria de base florestal e ao ambiente regulatório que impacta o setor.

A programação teve início com uma apresentação do engenheiro florestal e representante da Valor Florestal, Jorge Fiates, sobre novas modalidades de manejo florestal em áreas pré-comerciais, abordando experiências e estudos que vêm sendo conduzidos nos últimos anos pela Renova e empresas ligadas ao Grupo Valor Florestal. As iniciativas buscam ampliar a produtividade e a sustentabilidade dos plantios florestais, especialmente de pinus e eucalipto.

A reunião seguiu com a fala de Lonard Scofield dos Santos, representante da Master Solução Florestal, que trouxe algumas novidades em equipamentos para colheita florestal. “Falamos sobre as novidades e tecnologia, redução de custo por metro cúbico, como por exemplo uma corrente que precisa de menos afiações do que as correntes tradicionais; um sabre de alta resistência e também uma linha de esteiras com facilidade para ser instalada e regulada sobre a máquina de forma segura”, disse Lonard.

Na sequência, os participantes acompanharam uma atualização sobre a reforma tributária e seus potenciais impactos para a cadeia produtiva de base florestal. A advogada Jéssica Pereira da Silva, do escritório De Paola & Panasolo Advogados deu um panorama do cenário atual e possibilidades futuras: “Falamos sobre a reforma tributária, especificamente para o setor de indústria florestal. Tudo vai depender de qual produto florestal cada empresa trabalha. Haverá algumas diferenças em relação ao que é tora e o que é insumo. Mas, de modo geral, há previsão de um leve aumento tributário para o setor, a depender da tributação atual e do regime tributário que a empresa se enquadra agora”, explicou ela. Segundo a advogada, o impacto real será sentido a partir 2033, que é quando o período de transição se encerra.

Outro destaque da reunião foi a apresentação do consultor Fernando Castanheira, que atua junto à ASBR e à Abimci na representação institucional do setor em Brasília. “Em Brasília, particularmente, a gente tem vários desafios, principalmente com relação à lista de espécies exóticas invasoras na Comissão Nacional de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente. Acompanhamos com bastante preocupação, em relação principalmente às espécies do gênero Pinus, Eucalipto e Acácia, que são as principais espécies florestais para fins industriais plantadas no país. Nós estamos trabalhando no âmbito da comissão com nossos representantes setoriais e o governo federal, no âmbito do Ministério da Agricultura e também do Ministério da Pesca. Como setor privado, estamos discutindo e conseguindo algumas vitórias, mas é só o início do trabalho. A gente tem também dentro do Congresso Nacional uma discussão forte em alguns projetos de lei de interesse setoriais, vinculados inclusive às espécies exóticas invasoras. Temos outras discussões também bastante robustas sobre a Lei da Mata Atlântica e o Código Florestal e a discussão da política agrícola para florestas plantadas. Tudo isso nos inspira a necessidade de maior cooperação entre o setor para uma força conjunta, desde a base, nos municípios, até em Brasília, onde as decisões são tomadas. Mas elas também expressam o que a sociedade organizada apresenta. Então a gente está aqui para discutir o que apresentar e como nos defender em âmbito federal”, explicou o consultor da ASBR em Brasília.

Para o presidente da ACR, Jose Mario Ferreira, a integração entre as entidades fortalece a representatividade do setor e amplia a capacidade de atuação diante dos desafios comuns enfrentados pelas empresas dos três estados.

“A união da ASBR, composta pelas três associações do Sul do país, reforça o associativismo de base florestal. Os temas de interesse são basicamente os mesmos, especialmente relacionados à silvicultura de pinus e de eucalipto, assim como as dificuldades enfrentadas pelas empresas dos três estados. Essa integração permite alinhar estratégias, compartilhar conhecimento e atuar de forma conjunta na defesa dos interesses do setor”, destacou o presidente da ACR.

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