Com informações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
Diversas entidades do agro, silvicultura e indústria da madeira estiveram representadas ontem (20), na audiência pública conjunta das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados para discutir a proposta de criação da Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras Prioritárias.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) foi uma das entidades que liderou os debates. O setor de base florestal também esteve representado com a participação das três associações de base florestal da Região Sul; Ageflor (RS), ACR (SC) e Apre (PR), da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), e do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef).
O debate analisou a proposta em discussão no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) por meio da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), que tem gerado preocupações sobre os possíveis impactos econômicos, sociais, ambientais e regulatórios para setores produtivos do país.
Durante a audiência, foram discutidos os efeitos da eventual inclusão de culturas vegetais e animais como pinus, eucalipto, acácia, tilápia, camarão, pastagens, goiabeira, mangueira, jaqueira e outras em listas de espécies exóticas invasoras e de acompanhamento e os reflexos disto para atividades ligadas à aquicultura, silvicultura e fruticultura.
A assessora técnica da CNA, Jaine Ariely Cubas, afirmou que a entidade acompanha a discussão com o objetivo de contribuir para um debate equilibrado e alinhado à realidade produtiva brasileira. “A CNA ouviu diferentes cadeias produtivas para identificar os principais gargalos e fragilidades da proposta, especialmente em relação aos impactos socioeconômicos e à ausência de maior participação do setor produtivo na construção das listas”, disse. Segundo a assessora, a CNA reconhece a importância das listas como instrumento de preservação da biodiversidade e de cumprimento de compromissos internacionais, mas defende equilíbrio entre as políticas públicas ambientais e produtivas. “É preciso considerar a realidade do Brasil e os impactos sobre cadeias que geram emprego, renda, exportação e desenvolvimento regional”, afirmou.
Entre os encaminhamentos apresentados pela CNA estão a ampliação da participação das cadeias produtivas e da comunidade científica no debate, a realização de mais estudos técnicos e a construção de listas compatíveis com a realidade brasileira, sendo convergentes com outras políticas públicas conduzidas pelo governo federal.

